O QUE OS MILITARES REALMENTE FAZEM E ELES DEVEM OU NÃO SER INCLUÍDOS NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA?
Muitos brasileiros
se perguntam, atualmente, quais são as funções das forças armadas no país.
Dessa forma, faz-se necessária a elucidação das atividades da referida classe,
passando pelas três esferas da defesa bélica no país, isto é: o Exército, a
Marinha e a Aeronáutica.
O Exército
atua na proteção do território brasileiro desde a Batalha dos Guararapes em
1648, contra os invasores holandeses, tendo papel relevante na manutenção da
unidade e da integridade nacional.
A
instituição militar atua também no apoio às atividades de Defesa Civil,
participando de ações de socorro e assistência às vítimas de desastres
naturais, além de procedimentos de recuperação e reconstrução.
Para cumprir
essa missão, a Força Terrestre mantém preparados efetivos superiores a 222 mil
homens e mulheres. Ao todo, existem 20 cargos diferentes na instituição
militar. A base da hierarquia são os soldados, seguidos pelos cabos, sargentos,
tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis, coronéis e os generais. Essas
patentes têm subdivisões. Os sargentos, por exemplo, são classificados em
primeiro, segundo e terceiro-sargento.
A progressão
na carreira leva em conta o desempenho de cada um e o tempo de serviço.
A Marinha,
por sua vez, é a Força Armada mais antiga do Brasil. A atuação na defesa das
águas marítimas e fluviais nacionais começou ainda no século XVIII, durante o
período colonial.
Suas
principais funções são desenvolver uma ampla estratégia de monitoramento e
controle para a proteção do litoral do País, bem como fortalecer o conhecimento
sobre o meio ambiente marítimo e posicionar os meios operacionais disponíveis
para responder prontamente a eventuais crises ou emergências no mar territorial
brasileiro.
Segundo o
Ministério da Defesa, a Marinha tem mais de 70 mil homens e mulheres em 17
diferentes postos e graduações divididos em dois grupos principais: o Corpo de
Fuzileiros, que fica em terra, e o Corpo da Armada, que cuida das embarcações.
Há ainda outros grupos, como o Corpo de Engenheiros, o Corpo de Saúde e as
unidades dos fuzileiros, que formam uma espécie de infantaria.
A Força
Aérea Brasileira surgiu em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial. Naquele
ano, foi criado o Ministério da Aeronáutica a partir da junção de equipamentos
aéreos e pessoal da Marinha, do Exército e do então Departamento de Aviação
Civil, que teve na Força Aérea Brasileira seu braço armado.
Os militares
dessa força atuam tanto na vigilância, quanto no controle e na defesa do espaço
aéreo. Para isso, conta hoje com mais de 68 mil homens e mulheres em seus quadros
em 21 postos.
Dentre os
grupos, os que efetivamente entram em combate são o Quadro de Infantaria e o
Quadro de Aviação. A Infantaria atua em terra firme e cuida da segurança de
bases aéreas e de aeroportos em tempos de paz e pegando em armas para batalhas
terrestres durante as guerras. Já o Quadro de Aviação reúne os oficiais que
pilotam os aviões militares do País.
Assim como
no Exército e na Marinha, para subir na carreira, o militar precisa passar
por avaliações de desempenho e participar de cursos de atualização, de acordo
com o tempo de serviço.
Isto posto,
se torna evidente que as funções das forças armadas não são facilmente sentidas
pela população brasileira, salvo em caso de conflito armado. A sua importância
é identificada em sua presença, isto é, a existência de uma força armada
fortalecida e valorizada afugenta perigos externos. Ainda assim, visto a sua
necessidade de uma ampla reforma da previdência, as forças armadas devem ser
incluídas no trâmite.
Fontes:
https://super.abril.com.br/historia/para-que-servem-as-forcas-armadas/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp97compilado.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm
https://www.mar.mil.br/cgcfn/

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