EM DEFESA DE FLÁVIO BOLSONARO

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará!” (Jo 8,32), uma frase simples, mas de elevada relevância. O caso do Queiróz e Flávio Bolsonaro apenas se estende porque nenhuma das partes explicou o ocorrido até o momento. Uma análise breve da situação, entretanto, demonstra que uma conclusão plausível pode ser obtida a favor do filho do presidente.

Se cometer atos de corrupção era o objetivo de Flávio Bolsonaro, ele não os fez através dos melhores métodos. A corrupção é praticada através de meios de difícil rastreamento com dinheiro em espécie. Até o momento, sabe-se que Flávio Bolsonaro fez uso apenas de transferências bancárias. Estas, portanto, podem ser facilmente decodificadas para alcançar o emissor e o recebedor das quantias em dinheiro. Nem os políticos menos agraciados racionalmente cometeram atos de corrupção através de transferências bancárias que podiam ser traçadas pelas autoridades da justiça. Caso Flávio Bolsonaro seja, de fato, corrupto, o mesmo então merece um certificado de burrice.

O caso do Queiróz não é o mais relevante. A lista do COAF mostra que as transferências envolvendo Flávio Bolsonaro são as menores entre todas as outras. O foco da grande mídia deveria estar nas outras quantias em dinheiro. Nesse sentido, pode-se deduzir porque este não é o caso. Flávio Bolsonaro é o filho do presidente e vem de uma família que na campanha passada afirmava que "só não podem nos chamar de corruptos."

A ação do COAF também é extremamente suspeita. No auge do mensalão e petrolão, este órgão não deu esclarecimentos à população brasileira. Sabe-se também que os funcionários públicos, sejam concursados ou comissionados, são de esquerda em sua maioria e, logo, não são favoráveis ao novo governo. Bolsonaro, também, decidiu transferir o COAF para o Ministério da Justiça, que está sob o comando de Sergio Moro. Todas essas condições apontam para uma conclusão, que é a retaliação. Talvez tenham quebrado o sigilo de todos da família Bolsonaro para buscar alguma coisa, qualquer coisa que pudesse causar desconforto no governo.

Apenas Flávio Bolsonaro pode sepultar a atual confusão. O razão por trás do porque ele ainda não fez isso pode ser discutida, mas está claro que o COAF não irá conseguir explicar tudo. É certo que o filho do presidente não tomou as melhores medidas, mas ele ainda merece a confiança de quem votou em sua candidatura em 2018.


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