QUEM É ERNESTO ARAÚJO, FUTURO MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES?
Graduou-se
em letras pela Universidade de Brasília em 1988 e, em seguida, ingressou no
Itamaraty. Após concluir o curso de preparação à carreira diplomática no
Instituto Rio Branco, em 1991, tornou-se assessor na divisão do Mercosul, onde
foi responsável pela negociação da Tarifa Externa Comum e regimes comerciais.
A
partir de 1995 passou a integrar, como secretário, a Missão do Brasil junto à
União Europeia em Bruxelas e, em 1999, transferiu-se para Berlim, trabalhando
como responsável pelo setor econômico da Embaixada do Brasil na Alemanha.
Como
Chefe de Divisão comandou as áreas de Serviços, Investimentos e Assuntos
Financeiros entre 2003 e 2005, e de Negociações Extra-Regionais do Mercosul
entre 2005 e 2007 no Ministério das Relações Exteriores. Como
Ministro-Conselheiro, atuou em Ottawa entre 2007 e 2010 e em Washington entre
2010 e 2015, exercendo a Vice-Chefia de Missão nas Embaixadas do Brasil no
Canadá e nos Estados Unidos, respectivamente.
De
volta a Brasília, atuou como subchefe de gabinete do Itamaraty até assumir, em
outubro de 2016, a direção do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e
Assuntos Interamericanos.
Assim
como Bolsonaro, o novo ministro também possui posições polêmicas. Ele acredita
que o aquecimento global faz parte de uma trama de "marxistas
culturais" com o objetivo de sufocar as economias ocidentais e promover o
crescimento da China. Em relação ao globalismo, o ministro acredita que é uma
ideologia anticristã. No artigo que faz referência aos Estados Unidos e
Ocidente, publicado pela revista de política externa do Itamaraty no segundo
semestre de 2017, Araújo defendeu que o Brasil reflita e defina se fará parte
da visão de ocidente do presidente norte americano. Na conclusão de desse
artigo, afirma "Talvez Heidegger mudasse de opinião após ouvir o
discurso do presidente dos Estados Unidos em Varsóvia, e observasse que somente
Trump pode ainda salvar o Ocidente." Por fim, o ministro vê o
aborto como bandeira levantada pela esquerda a favor do antinatalismo.
De
fato, o novo ministro possui ideais aliadas com Bolsonaro. Não é por nada que
foi escolhido pela equipe do novo governo.

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