QUEM É ERNESTO ARAÚJO, FUTURO MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES?

Ernesto Araújo será o Ministro das Relações Exteriores do Governo Bolsonaro. Nascido em Porto Alegre, Ernesto Henrique Fraga Araújo é filho de Henrique Fonseca de Araújo, ex-Procurador-Geral da República e ex-deputado estadual do Rio Grande do Sul, e Marylin Mendes Fraga Araújo. Seu tio, Ernesto de Araújo, foi Almirante da Marinha do Brasil e diretor da Escola Superior de Guerra. É casado com a também diplomata Maria Eduarda de Seixas Corrêa Araújo, com quem tem uma filha, e genro de Luiz Felipe de Seixas Corrêa, embaixador e ex-secretário-geral do Itamaraty.

Graduou-se em letras pela Universidade de Brasília em 1988 e, em seguida, ingressou no Itamaraty. Após concluir o curso de preparação à carreira diplomática no Instituto Rio Branco, em 1991, tornou-se assessor na divisão do Mercosul, onde foi responsável pela negociação da Tarifa Externa Comum e regimes comerciais.

A partir de 1995 passou a integrar, como secretário, a Missão do Brasil junto à União Europeia em Bruxelas e, em 1999, transferiu-se para Berlim, trabalhando como responsável pelo setor econômico da Embaixada do Brasil na Alemanha.

Como Chefe de Divisão comandou as áreas de Serviços, Investimentos e Assuntos Financeiros entre 2003 e 2005, e de Negociações Extra-Regionais do Mercosul entre 2005 e 2007 no Ministério das Relações Exteriores. Como Ministro-Conselheiro, atuou em Ottawa entre 2007 e 2010 e em Washington entre 2010 e 2015, exercendo a Vice-Chefia de Missão nas Embaixadas do Brasil no Canadá e nos Estados Unidos, respectivamente.
 
De volta a Brasília, atuou como subchefe de gabinete do Itamaraty até assumir, em outubro de 2016, a direção do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos.

Assim como Bolsonaro, o novo ministro também possui posições polêmicas. Ele acredita que o aquecimento global faz parte de uma trama de "marxistas culturais" com o objetivo de sufocar as economias ocidentais e promover o crescimento da China. Em relação ao globalismo, o ministro acredita que é uma ideologia anticristã. No artigo que faz referência aos Estados Unidos e Ocidente, publicado pela revista de política externa do Itamaraty no segundo semestre de 2017, Araújo defendeu que o Brasil reflita e defina se fará parte da visão de ocidente do presidente norte americano. Na conclusão de desse artigo, afirma "Talvez Heidegger mudasse de opinião após ouvir o discurso do presidente dos Estados Unidos em Varsóvia, e observasse que somente Trump pode ainda salvar o Ocidente." Por fim, o ministro vê o aborto como bandeira levantada pela esquerda a favor do antinatalismo.

De fato, o novo ministro possui ideais aliadas com Bolsonaro. Não é por nada que foi escolhido pela equipe do novo governo.

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