IBOPE PAVIMENTANDO O CAMINHO DA FRAUDE?

A confiança, assim como o respeito, não é algo que pode ser obtido do dia para a noite. A confiança que institutos de pesquisa possuem, a exemplo do IBOPE, é mínima. Erraram no primeiro turno, especialmente para os cargos de senador e governador dos estados, e irão errar o segundo turno da corrida presidencial. Não há como uma pesquisa com um tamanho amostral tão minúsculo obter a verdadeira representação da realidade.

A última pesquisa IBOPE mostrou uma aproximação entre o Bolsonaro e o Haddad, mas não há motivos para se preocupar ainda. A variação foi dentro da margem de erro, e uma variação assim não é estatisticamente significativa. Isso quer dizer, em suma, que nada mudou. A notícia falsa da Foice de São Paulo não alterou, em nada, o cenário eleitoral. Quem vota em Bolsonaro, continua votando nele e quem é eleitor do Haddad, continua sendo eleitor do poste.

O medo de fraude deve ser considerado apenas se outras pesquisas mostrarem a mesma tendência. Para que seja pavimentado o caminho da fraude, muitos outros institutos devem estar dentro do mesmo jogo. Os corruptos precisam de uma base de sustentação da fraude, e essa base pode ser as pesquisas registradas no TSE. Apenas uma pesquisa fraudulenta não serve de base para uma fraude.

A pesquisa anterior à do IBOPE não mostrava essa tendência, sendo este um resultado muito mais condizente com a realidade. No dia anterior das manifestações de domingo, houve eventos contra o Bolsonaro. Esses protestos, entretanto, foram muito menores do que a manifestação que ocorreram no dia seguinte. Não dá para esconder que a maioria esmagadora da população prefere Bolsonaro e os institutos de pesquisa entendem isso.

Teoricamente, é quase impossível uma virada do Haddad. São milhões a mais de pessoas que preferem o Bolsonaro, e não há como reverter esse cenário sem uma fraude ou evento marcante que choque toda a nação. Existem rumores de que estão planejando um auto-atentado contra o Haddad, mas apenas o futuro dirá se isso irá acontecer ou não. A verdade, entretanto, é que não dá para duvidar de nada vindo da esquerda.

No final das contas, ninguém sabe se houve fraude no primeiro turno e se haverá fraude no segundo turno. Enquanto não houver a possibilidade de recontar os votos, enquanto o povo não tiver o voto impresso, a população brasileira continuará desconfiando do sistema eleitoral. Cinismo é dizer que as instituições estão funcionando corretamente e que as urnas eletrônicas são confiáveis. É inconcebível pensar que o IBOPE é um órgão confiável.


Comentários