HADDAD QUER SER BOLSONARO, PT QUER SER BRASIL
Depois de uma campanha pífia no primeiro turno das eleições de 2018, Haddad e o Partido dos Trabalhadores mudaram de estratégia. A nova tática envolve copiar os quesitos bem sucedidos da campanha de Bolsonaro. As imagens, cores e slogans de divulgação foram reformulados e apresentam, a partir de agora, as cores verde e amarela. O pobre do candidato presidiário teve a sua imagem removida, o que mostra que Haddad e a sua vice, a Manuela D'Ávilla, querem passar a ideia de que não são mais os postes do ex-presidente Lula.
Certamente, em face de uma mudança tão brusca, ninguém acreditará que o PT mudou tanto. O Haddad continua sendo o Lula, e Lula continua sendo o Haddad. O candidato do PT pode até cessar suas visitas na superintendência da PF de Curitiba, mas eu tenho a convicção de que outra pessoa visitará o presidiário para coletar novas informações. Não será de agora em diante que o Haddad vai trair o Lula e o PT a fim de construir uma campanha limpa. Aliás, isto é praticamente impossível, visto que o próprio candidato do PT já está denunciado por corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro. Em São Paulo, a sua fama é a de que foi o pior prefeito que a cidade já teve em toda a sua história. Diante dessa situação, até me espanta que São Paulo tenha caído na lábia do PT quando os seus cidadãos elegeram o Haddad como prefeito em 2012.
A mudança brusca da campanha de Haddad não pode ser outra coisa além de puro desespero. Os petistas sabem que Bolsonaro está muito a frente do candidato do PT na opinião popular, por mais que a situação seja diferente no nordeste. Em face disso, uma coisa é certa, o Haddad não vai ganhar nenhum voto a mais porque está usando menos vermelho em sua campanha. O verde e o amarelo já são as cores que identificam a corrida presidencial de Bolsonaro. Qualquer um que as vê, imediatamente se lembra do Capitão. O candidato do PSL nunca colocou seu partido na frente do Brasil. Ao contrário, o mesmo sempre disse que o seu único partido é a nação brasileira.
O único efeito que essa mudança causará será negativo para a corrida presidencial do Haddad. Muitos dos eleitores que pensavam em votar nele ou que votaram no petista no primeiro turno tomam, para si, a cor vermelha. A cor do MST, MTST, CUT, PT e tantas outras associações socialistas se identificam através da cor vermelha e mudar esse fator em sua campanha, dessa forma e tão bruscamente, pode ser visto como um ato de traição pelo eleitorado do Haddad. Além disso, muitos cidadãos que votaram no Haddad no primeiro turno assim o fizeram porque ele diz ser o Lula, e o Lula diz ser o Haddad. A sua tentativa de dissociação com relação ao presidiário Lula é um claro ato de desespero.
O candidato Haddad sabe que, se não se tornar presidente, terá uma boa chance de ser preso nos anos democráticos que seguirão após a vitória estrondosa de Jair Bolsonaro.
Vídeo no Youtube: https://youtu.be/KkYLShA0xM8
Vídeo no Youtube: https://youtu.be/KkYLShA0xM8

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